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Nomes alternativos:

subperfusão renal, uremia

Definição:

Nível anormalmente elevado de dejetos do tipo-nitrogenados na corrente sangüínea, causado por condições que reduzem o fluxo sangüíneo ao rim.

Causas, incidência e fatores de risco:

A azotemia pré-renal é a forma mais comum de insuficiência renal aguda. É resultado de condições que comprometem o fluxo de sangue ao rim. Os rins normalmente filtram o sangue à medida que ele é forçado sob pressão a passar através dos glomérulos. Quando o volume ou pressão do fluxo sangüíneo através do rim diminui, a filtração glomerular é reduzida drasticamente e pode até mesmo não ocorrer. A produção de urina é pouca ou inexistente, e os produtos residuais permanecem na corrente sangüínea, embora as estruturas internas do rim estejam intactas e funcionais. Os glomérulos e túbulos continuam a filtrar os dejetos, mas a velocidade de filtração é tão vagarosa que muitos destes dejetos são reabsorvidos para dentro do sangue em vez de serem excretados na urina.

Com a azotemia pré-renal os níveis de uréia aumentam mais rapidamente do que os níveis de creatinina. Isto se deve à diferença no tamanho destas moléculas. A uréia é pequena, e assim retorna mais rapidamente para a corrente sangüínea quando a velocidade de filtração nos glomérulos é vagarosa. A creatinina é maior, então a maior parte dela é excretada, embora sua excreção seja abaixo do normal.

Os exames laboratoriais mostram um acúmulo de dejetos do tipo nitrogenados, como a creatinina e uréia no corpo (azotemia). Muitos dos produtos dejetados atuam como venenos quando acumulam-se no corpo, danificando os tecidos e reduzindo a capacidade de funcionamento dos órgãos. O aumento gradual dos produtos residuais de nitrogênio e o acúmulo do excesso de líquido no corpo são responsáveis pela maior parte dos sintomas da azotemia pré-renal e insuficiência renal aguda.

A azotemia pré-renal ocorre em aproximadamente 4 em cada 1.000 pessoas. Qualquer condição que reduza o fluxo do sangue ao rim pode causá-la. Os riscos de azotemia pré-renal incluem a perda do volume sangüíneo, como pode ocorrer em casos de desidratação, vômito prolongado ou diarréia, sangramento e queimaduras ou outras condições que permitam o escape de líquidos da circulação. As condições nas quais não há perda de volume, porém o coração não é capaz de bombear sangue suficiente, ou o sangue é bombeado em um baixo volume, também aumentam o risco de azotemia pré-renal. Estas condições incluem choque (como o choque séptico), insuficiência cardíaca e condições nas quais o fluxo de sangue ao rim é interrompido, como trauma ao rim, cirurgia de vários tipos, embolismo da artéria renal e outros tipos de oclusão da artéria renal.

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