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Nomes alternativos:

hemorragia intracraneana; hemorragia talâmica.


Definição:

Condição pela qual há perda de sangue dentro do cérebro. Veja também derrame cerebral hemorrágico.


Causas, incidência e fatores de risco:

O sangramento interno pode ocorrer em qualquer parte do cérebro, e o sangue pode se acumular nos tecidos e/ou no espaço existente entre o cérebro e as membranas que o envolvem (espaço subaracnóide). Ele pode estar reduzido a parte de um hemisfério cerebral (hemorragia intracerebral lobar) ou pode ocorrer em outras estruturas cerebrais, tais como o tálamo, os gânglios basais, as pontes ou o cerebelo (hemorragia intracerebral profunda).

A hemorragia intracerebral afeta 2 em cada 1.000 pessoas. O problema pode afetar qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo ou raça.

A hemorragia intracerebral pode ser causada por trauma (lesão cerebral) ou anomalias nos vasos sangüíneos (aneurisma ou angioma). Quando não é causada por uma destas condições, normalmente está associada a pressão sangüínea alta (hemorragia intracerebral hipertensiva). Em alguns casos, não se pode encontrar a causa.

O sangue irrita os tecidos cerebrais, causando inchaço (edema cerebral), e se acumula em uma massa (hematoma). Tanto o edema cerebral quanto a presença de um hematoma dentro do cérebro aumentam a pressão sobre os tecidos cerebrais e os destroem.

Os sintomas variam dependendo da localização do sangramento e da quantidade de tecido cerebral que foi afetado. Normalmente, os sintomas se desenvolvem de repente, sem aviso prévio, freqüentemente durante uma atividade. Os sintomas podem, ocasionalmente, se desenvolver de forma escalonada, episódica ou progressiva.

Os riscos da hemorragia intracerebral, além dos distúrbios causativos, incluem: vários distúrbios de sangramento ou do sangue (coagulação intravascular disseminada, hemofilia, anemia de células falciformes, leucemia e aumento nos níveis de plaquetas sangüíneas); o uso de aspirina ou medicamentos anticoagulantes (medicamentos para reduzir a viscosidade do sangue); doença hepática (que está associada a um maior risco de sangramento) e amilóide cerebral ou outros tumores cerebrais.

Bebês prematuros (nascidos antes de 35 semanas de gestação) algumas vezes apresentam sangramento nos ventrículos (espaços cheios de líquido) que estão no interior do cérebro. Este tipo de sangramento é chamado de hemorragia intraventricular e ocorre aproximadamente no primeiro dia de vida, não podendo, geralmente, ser prevenido. O resultado é variável (dependendo da gravidade do sangramento), oscilando entre uma criança normal e uma incapacidade grave. O diagnóstico é feito por meio de ultra-som, geralmente em uma UTI infantil.

 

 

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