Enfermeiro Profissional (EP)
Informações:
História da profissão:
O primeiro programa de formação de enfermeiros
profissionais foi implantado como uma especialização
pela Faculdade de Enfermagem da Universidade do Colorado em
1965 por Henry K. Silver (um pediatra) e Loretta C. Ford (uma
enfermeira membro da faculdade). Durante o final dos anos 60
e na década de 70, uma projeção da carência
de médicos estimulou o aumento do interesse e a busca
de fundos para os programas de formação de enfermeiros
profissionais. A maioria dos mais de 500 programas de formação
de enfermeiros profissionais no final dos anos 70 passaram do
grau de especialização para um modelo de educação
continuada. Nos anos 80, a preparação educacional
para a enfermagem profissional voltou a ser em nível
de especialização.
Em 1993 havia mais de 40 programas educacionais de formação
de enfermeiros profissionais nos Estados Unidos, a grande maioria
preparando estudantes a nível de graduação.
Os candidatos para a maioria dos programas de formação
de enfermeiros profissionais precisam ter um título de
bacharel e três ou mais anos de experiência bem
sucedida como enfermeiros registrados em vários ambientes
da enfermagem. A maioria dos candidatos a enfermeiro profissional
tende a ter experiência em cuidados intensivos, salas
de emergência e/ou ambientes de atendimento comunitário
na área da saúde.
Como acontece com a profissão de enfermagem em geral,
os enfermeiros profissionais são mulheres em sua maioria.
Entretanto, tem ocorrido constante aumento no número
de homens para esse campo de trabalho. Na maioria das áreas,
o enfermeiro profissional trabalha em cooperação
com os médicos. Diversos estados (incluindo Alaska, Oregon
e Washington ) reconhecem a capacidade do enfermeiro em trabalhar
independentemente; alguns podem precisar da colaboração
de um médico somente para o privilégio da prescrição
(incluindo Utah, West Virgínia, Wyoming e Massachusetts);
alguns precisam da colaboração de um médico
para legitimar a licenciatura da profissão (incluindo
Idaho, Novo México, Maryland, Pennsylvania e South Dakota),
e poucos estados ainda não reconheceram as atribuições
da prática de enfermagem avançada ou não
têm legislação específica em relação
à Enfermagem Profissional na Ata de Prática de
Enfermagem Estadual (incluindo Ohio, Illinois e Indiana).
A natureza potencialmente mais independente do papel da enfermagem
profissional, criou, em algumas áreas, a percepção
de uma ameaça competitiva à prática da
medicina. Historicamente, os estados que permitiram a prática
limitada da enfermagem profissional ou não a reconheceram,
enfrentam a inabilidade das associações de enfermeiros
profissionais e de médicos em chegar a um acordo sobre
a legislação proposta, que diz respeito à
enfermagem profissional e/ ou a influência dos lobistas
(médicos) dentro das legislaturas estaduais. Isso tem
tido impacto negativo na legislação proposta.
Vários estudos conduzidos durante os últimos 25
anos têm mostrado que a habilitação da enfermagem
profissional independente pode dar conta de 80 a 90% dos casos
de visitas de cuidados primários. Esses estudos também
concluíram as habilidades excepcionais dos enfermeiros
profissionais nas áreas da promoção da
saúde, na educação do paciente e na comunicação
geral com os pacientes. Os enfermeiros profissionais típicos
passam mais tempo com os pacientes, incluindo não somente
os serviços tradicionalmente executados pelos médicos,
mas também incorporando medidas preventivas ou antecipatórias
e a educação do paciente, especificamente para
o curso prescrito de tratamento.
Abrangência da Prática:
O enfermeiro profissional está preparado tanto academicamente
como clinicamente para proporcionar uma ampla gama de cuidados
de saúde, empregando um enfoque "holístico".
As funções do enfermeiro profissional incluem
habilidade de diagnóstico (história de antecedentes,
avaliação física, pedidos de exames/procedimentos
laboratoriais adequados), supervisão terapêutica,
(esquema de cuidados, aviamento de receitas, coordenação
de consultas e orientação) e a promoção
de atividades de saúde, todos executados em colaboração
com o paciente.
Até
1993, os enfermeiros de 42 estados mais o Distrito de Columbia
possuíam os privilégios regulamentados da profissão.
Trinta e oito estados permitem alguma forma de reembolso (seguro)
de "terceiros" para os Enfermeiros Profissionais e
24 estados especificamente exigem tal reembolso (seguro). As
leis federais permitem o reembolso pelo Medicaid para os enfermeiros
profissionais da área de atendimento familiar ou pediátrico.
As regras específicas determinadas tais como o reembolso
pelo Medicaid existem em 42 estados: 20 estados reembolsam os
enfermeiros profissionais em 100% do valor pago aos médicos
para o mesmo serviço, 4 estados pagam aos enfermeiros
profissionais 90% do valor pago aos médicos, 9 estados
pagam aos enfermeiros profissionais entre 80 a 85% do valor
pago aos médicos e os estados restantes reembolsam os
enfermeiros profissionais em 75% ou menos dos valores pagos
aos médicos para o mesmo serviço. (Veja também
os tipos de profissionais na área
da saúde).
Ambientes da prática de enfermagem:
Em 1991, um estudo feito com cerca de 6.000 enfermeiros profissionais
relatou que 16% exerciam a prática privada da profissão
sozinhos ou em colaboração com um médico;
7% trabalham nas organizações de manutenção
da saúde (OMS); 8% trabalhavam nas dependências
de hospitais; 14% em centros independentes de cuidados primários
de saúde; 10% em clínicas ambulatoriais; 2% em
centros de cuidados avançados (enfermeiros trabalhando
em casas de pacientes); 3% em dependências de terapia
ocupacional e 1% em saúde doméstica. Tradicionalmente,
os enfermeiros profissionais facilitam a continuidade do cuidado
com o paciente ao trabalharem com populações menos
favorecidas, em áreas rurais e em centros urbanos.
Regulamentação da profissão:
Como em outras profissões, a prática da enfermagem
é regulamentada em dois níveis diferentes. A licenciatura
é um processo que tem lugar a nível estadual de
acordo com as leis específicas de cada estado. Em contraste,
a certificação é estabelecida através
de uma organização nacional com exigências
de padrões mínimos da prática da profissão,
que são iguais em todos os estados.
Licenciatura: As leis específicas para a licenciatura
de Enfermeiro Profissional variam muito de estado para estado.
A tendência atual é de que mais estados exijam
diploma de especialização e um certificado a nível
nacional. Em alguns estados, a prática da enfermagem
profissional é completamente independente, outros exigem
prova da colaboração de um médico somente
para a prescrição de receitas, alguns exigem a
prova da colaboração de um médico para
a própria licenciatura e poucos estados isoladamente
ainda não têm leis específicas para a licenciatura
da prática de enfermagem profissional ou reconhecem a
prática da enfermagem profissional
Certificação: A certificação a nível
nacional é oferecida por várias organizações
(tais como Associação Norte-americana de Enfermagem,
Associação Nacional de Enfermeiros Profissionais
e Assistentes de Pediatria e outras), a maioria exigindo a conclusão
de curso a nível de graduação universitária,
antes de prestar o exame para obtenção do certificado.
Os exames são oferecidos por áreas de especialidade,
tais como enfermeiro familiar, enfermagem na área de
pediatria, enfermagem com especialização escolar,
especialização no tratamento de adultos, especialização
em cuidados com a mulher, área geriátrica). A
renovação da certificação envolve
prova de educação contínua. Somente os
enfermeiros certificados podem usar um "C" à
frente ou no verso de suas credenciais (isto é Enfermeiro
Profissional Certificado na Área de Pediatria, Enfermeiro
Profissional Certificado na Área de Atendimento Familiar).
Alguns enfermeiros profissionais podem usar uma credencial de
Enfermeiro Profissional Avançado, ao invés de
Enfermeiro Profissional somente, denotando prática avançada
de enfermagem, uma categoria ampla que inclui especialidades
de enfermagem clínica, enfermagem na área de partos
e anestesia, bem como enfermagem em geral.
Figuras