Nomes
alternativos:
radioimunoensaio
de T3, triiodotironina
Como é realizado o exame:
Adultos ou crianças:
O
sangue é colhido de uma veia (punção
venosa), geralmente da prega
do cotovelo ou dorso da mão. O local da punção é limpo com anti-séptico
e um torniquete (uma tira elástica), ou um aparelho utilizado
para medir a pressão
sangüínea, é colocado
ao redor do braço para comprimi-lo e restringir o fluxo de sangue
através da veia. Isto faz com que a porção da veia abaixo do
torniquete se distenda (se encha de sangue). Uma agulha é introduzida
na veia e o sangue coletado em um tubo vedado ou seringa. Durante
o procedimento, o torniquete é removido para restaurar a circulação.
Quando o sangue tiver sido coletado, a agulha é removida e o
local da punção coberto para evitar qualquer sangramento.
Bebês ou crianças pequenas:
A área é lavada com anti-séptico e puncionada
com uma agulha fina ou lanceta. O sangue pode ser coletado em
uma pipeta (tubo de vidro pequeno), sobre uma lâmina,
em uma tira de exame ou em um pequeno frasco. Será colocado
algodão ou um curativo sobre o sítio de punção,
se persistir o sangramento.
Como se preparar para o exame:
Seu médico irá instruí-lo, se necessário, quanto à suspensão de medicamentos que possam interferir no exame (consulte
o item "Considerações especiais").
Bebês e crianças:
A preparação física e psicológica
para este ou qualquer outro exame depende da idade da criança,
seus interesses, experiência anterior e nível de
confiança. Para obter informações específicas
sobre como preparar a criança, consulte os tópicos
abaixo, obedecendo aos critérios de idade correspondentes:
O que se sente durante o exame:
Quando
a agulha é inserida para a obtenção de
sangue, algumas pessoas sentem dor moderada, enquanto outras
sentem apenas uma picada ou ferroada. Após a coleta,
o local poderá latejar.
Motivos pelos quais o exame é realizado:
O
T3 é medido como parte da avaliação da
função tireoidiana. O T3 pode ser mensurado nos
casos em que existe alguma dúvida sobre o fato de o paciente
estar sofrendo de hipertireoidismo ou
hipotireoidismo, logo após a medição
do T4 e do RT3U
(como nos casos em que o T4 esteja normal, mas os sintomas do
hipertireoidismo estejam presentes, por exemplo).
O
TSH é um hormônio peptídio
segregado pela glândula pituitária. Esse hormônio
estimula a síntese e a secreção do T4 (tiroxina)
e do T3 da glândula tireóide. Por sua vez, o TSH
é estimulado pelo TRH, que é liberado pelo hipotálamo.
Nas pessoas com funções normais, o feedback
do T3 e do T4 inibe a liberação tanto do TSH quanto
do TRH. A maior parte do hormônio tireoidiano segregado
pela glândula tireóide estão na forma de
T4, porém o T3 provavelmente será o hormônio
ativo. Ou seja, o T4 é convertido em T3 pelos tecidos-alvo.
O T4 é o principal hormônio que controla o índice
metabólico basal. Os mecanismos exatos não são
totalmente conhecidos, mas sabe-se que o T4 aumenta as concentrações
de várias enzimas envolvidas na produção
de energia em todas as células com núcleo do organismo.
A maior parte de T4 presente no sangue está ligada às
proteínas, agindo como uma reserva
da tiroxina disponível, uma vez que somente o T4 livre
está ativo nas células. Parece que o T4 é
convertido em T3 dentro das células antes de penetrar
o núcleo e interage diretamente com o DNA, resultando
finalmente na produção de várias proteínas
pela célula.
Somente 0,03% do T4 presente no plasma (solúvel e ativa)
e 0.3% da T3 estão livres; o restante está ligado
à proteína. A maior parte
dos T3 e dos T4 são transportados pela TBG (globulina
de ligação da tiroxina), porém são
encontradas menores quantidades na pré-albumina e na
albumina. As concentrações
disponíveis de T3 e T4 são afetadas pelos níveis
de TBG, que é quantificado pelo teste de R3TU.